Utilizando capacidade ociosa
Políticos não medem a eficiência de um sistema econômico a partir dos recursos e ponteciais sub-utilizados ou desperdiçados, nem dos estóques de capital que prometem futuras riquezas, mas somente a partir do PIB e da consequente arrecadação de impostos. É um ponto de vista compreensível para um ministro da fazenda que tem que pagar as contas e os juros de uma dívida pendente. Mas como consequência a atenção ao uso das capacidades ociosas é quase nula.
O coração do conceito do Social TRade é de que as capacidades usadas e latentes devem ter a chance de serem empregadas, fazendo com que pessoas possam escolher como efetuar da melhor maneira as suas vidas. Em nossa sociedade, dinheiro é a principal ferramenta para fazer esta escolha possível. No entanto, uma vez que motivações diferentes do que simplesmente funcionar como meio de troca começam a dominar nosso dinheiro (como dinheiro sendo usado como uma mercadoria, especulação, etc), este não realiza a função descrita anteriormente. Os programas do Social TRade se focam em possibilitar ao dinheiro a possibilidade funcionar como meio de troca: encorajando o empreendimento, mobilizando capacidades não utilizadas ou sub-utilizadas, etc.
O secretário da associação para pequenos empreendedores do Uruguai explicou porque o excesso de capacidade de muitas comunidades não estão sendo utilizadas: "Algumas vezes eu perco um trabalho que eu poderia ter feito lucrativamente, porque eu não tenho dinheiro para financiar a matéria-prima necessária no processo. Quando eu vou ao banco com meu problema, eles não lidam com ele. O problema é pequeno demais e investir tamanha quantidade de dinheiro em capital de giro está fora da realidade deles".
Então algumas vezes o problema é a falta de crédito comercial. Para outros empreendedores é a falta de clientes que têm dinheiro para comprar seus produtos. A maioria destes aspectos são tratados por uma ou mais das abordagens do Social TRade.


